sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

 


COMISSÃO POR FORA DO CONTRACHEQUE: PRÁTICA ILEGAL E OS DIREITOS DO TRABALHADOR

No Brasil, muitos trabalhadores enfrentam uma prática ilegal que, infelizmente, ainda é comum em algumas empresas: o pagamento de comissões "por fora" do contracheque. Isso acontece quando o empregador paga uma parte da remuneração diretamente ao funcionário, sem registrar no holerite ou na folha de pagamento oficial.

Essa prática parece inofensiva, mas pode trazer prejuízos enormes ao trabalhador, especialmente porque reduz os valores destinados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), INSS e, consequentemente, os direitos trabalhistas e previdenciários, como férias, 13º salário e aposentadoria.

Por que isso é ilegal?

O artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é claro ao estabelecer que todas as parcelas que integram a remuneração do trabalhador devem ser registradas e refletir no cálculo de seus direitos. Quando uma comissão é paga por fora, a empresa está sonegando contribuições previdenciárias e impostos, prejudicando tanto o trabalhador quanto os cofres públicos.

Quais os prejuízos para o trabalhador?

  • FGTS menor: O valor depositado mensalmente no FGTS é calculado sobre o salário registrado. Se a comissão não consta no contracheque, o trabalhador perde parte desse benefício.
  • Aposentadoria prejudicada: Como o INSS é recolhido apenas sobre o valor oficial, o trabalhador pode se aposentar com uma renda muito inferior àquela que teria direito.
  • Verbas rescisórias menores: Em casos de demissão, as verbas como aviso prévio, férias e 13º salário são calculadas com base no salário registrado, ignorando as comissões por fora.

O que o trabalhador pode fazer?

Se você está nessa situação, saiba que tem o direito de buscar a regularização. Abaixo estão algumas medidas judiciais que podem ser tomadas:

  1. Ação trabalhista: É possível ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a integração das comissões pagas por fora à remuneração oficial. Isso inclui o pagamento de diferenças em férias, 13º salário, FGTS e outras verbas.
  2. Provas são essenciais: Guarde extratos bancários, mensagens, recibos ou qualquer documento que comprove o pagamento da comissão por fora. Testemunhas também são importantes para reforçar o caso.
  3. Denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT): Além de buscar os seus direitos, você pode denunciar a prática ao MPT para que a empresa seja investigada e responsabilizada.

Dica final

Lembre-se: o salário e as comissões que você recebe são o resultado do seu esforço e dedicação. Tudo o que é pago deve ser registrado e refletir nos seus direitos. Se você se encontra nessa situação, procure um advogado trabalhista para analisar o caso e tomar as medidas cabíveis.

⚖️ Conheça seus direitos e não aceite menos do que você merece!


 Dra. Tarcilla Caldas

Advogada Especialista em Direito do Trabalho.

 


terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Já Está Aposentado? Confira se o Valor do Seu Benefício Está Atualizado

 



    Com o passar do tempo, o valor da aposentadoria pode perder poder de compra, mesmo com os reajustes anuais feitos pelo INSS. Isso acontece porque, em algumas situações, o benefício pode não ser corrigido de forma adequada, ficando defasado em relação à inflação.

    A revisão do salário-benefício é uma possibilidade para quem percebe que o valor recebido não acompanha o custo de vida atual. Essa revisão não busca alterar o cálculo inicial da aposentadoria, mas verificar se os reajustes ao longo dos anos foram aplicados corretamente, conforme os índices legais.

    É comum que erros passem despercebidos, e isso pode impactar diretamente no seu benefício. Por isso, é importante que um advogado especialista em Direito Previdenciário analise o histórico de reajustes e verifique se há diferenças a serem corrigidas.

    Não deixe que o tempo diminua o valor do que você conquistou. Garantir a revisão é um direito que pode ajudar a recuperar o poder de compra e trazer mais segurança para sua aposentadoria.




 



Dra. Deborah Matias Brasil

Advogada Especialista em Direito Previdenciário.


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Atenção ao Reajuste do Salário Mínimo: O Que Isso Significa para Quem Contribui ao INSS

 



Todo ano o salário mínimo é reajustado, e isso afeta diretamente quem contribui para o INSS como autônomo ou facultativo. Sabe por quê? O valor da contribuição é calculado com base no salário mínimo, então, quando ele sobe, a contribuição mínima também aumenta.

Se você é autônomo ou facultativo, é importante ficar de olho! Para quem paga 20% do salário mínimo, 11% (alíquota reduzida) ou 5% (MEI ou baixa renda), os valores mudam junto com o novo piso.

A dica é: atualize o valor da sua guia do INSS e mantenha suas contribuições em dia. Isso garante que você continue protegido e com seus direitos previdenciários assegurados.

Se ficou alguma dúvida, não hesite em buscar orientação. Ajuste simples, futuro seguro! 😉




 



Dra. Deborah Matias Brasil

Advogada Especialista em Direito Previdenciário.

Reforma Tributária 2025: O que sua empresa precisa fazer agora para não perder competitividade

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